30 de out de 2008

Sim, ainda consigo

E uma grande explosão de partículas coloridas e frágeis começa a esquentar meu estômago, sobem pelo pulmão, batem contra meu coração e penetram delicadamente minhas artérias. As pequenas bolhas se diluem no meu sangue e começam a circular por todo corpo. Pernas, pés, dedos, fios de cabelo, pupilas.

E tudo dentro de mim em pouco tempo é verde, rosa, amarelo e azul. Chegando perto dos poros, as bolhinhas começam a se reintegrar e com um pouquinho de força se espremem pela minha pele e saem pra fora como frágeis estruturas circulares e coloridas.
E no meio de muita fumaça e bolhas psicodélicas distorcidas, ao som de Rolling Stones, as formas perdem contornos e tudo começa a se redesenhar à minha volta. As bolhas continuam saindo. Meus pés estão finos, meus dedos leves, minha pele começa a perder a cor.

Mergulhada em mim mesma, vejo meus limites se misturarem à beirada da cama, encosto na parede e meu braço se funde com o cal coberto de fuligem colorida. As bolhas pequeninas tomam todo o espaço.
Toco em uma com a ponta dos dedos. Sou sugada para seu interior e meus pés não tocam mais o chão. Girando, flutuo através da minha janela que fica o tempo todo fechada.
Acho que a esqueci aberta ontem à noite. Tentei ver a lua encoberta pelo céu nublado.
Agora o céu é azul. E eu, rodopiando em silêncio, passo invisível pela cidade que concretamente enche a boca para falar de sua influência neoclássica.
Mas girando, sem ouvir o som da minha própria respiração, não presto atenção ao ego da velha piranha obstinada que continua expirando a fumaça de seus carros.

Flutuo. Deito-me de costas, mudo a perspectiva. Mantenho os olhos abertos e o ar que inspiro me impulsina para cima.Azul.
Por um segundo pisco as pálpebras e volto para as paredes brancas do meu quarto.
Elas me parecem menos sólidas.

29 de out de 2008

Paranóia delirante

Não queria escrever sobre você.
Mas ando sem inspiração e sabia que isso ia acontecer.
Você sabe, eu sei. São essas tristezas suaves que nos motivam. Será que alguém mais sabe disso?
Queria não ter afinidades com as pessoas. Relacionamentos. Rá, você diria.
Sussurraria algo incomprenssível ao pé-do-meu-ouvido. Coloco hífen onde eu bem entender, e não me venha com essa que meus textos estão mal escritos.
Conforme os anos vão passando, eu me repito cada vez mais. E tudo aquilo que você me diz não soa mais inédito, incrível ou me dá um tesão insustentável.
Só consigo encaixar você em mais uma categoria, neste caso a dos niilistas-mal-resolvidos-com-a-figura-paterna.
Some se a isto um incontrolável desejo de auto-destruição.
Eis você.
E eu aqui a me inspirar ouvindo Doors e fugindo alguns segundos só pra dizer coisas que nunca direi na sua cara e olhos malditos, que ficam bem abaixo de uma cicatriz recém descoberta por mim.
Ou pintas em forma de caranguejo e todas essas babaquices que a gente só enxerga à meia luz.
Não se iluda.
Eu podia ter sido legal.
Só que quero viver pacatamente até a porra dos 90 anos, só pra ver o fim do petróleo e da indústria automobilística.
Consigo ser mais vazia e sem conteúdo que você.

22 de out de 2008

Coisificação

São duas coisas distintas. Uma boa e outra ruim.
Uma ofusca a outra, outra espreme a uma.
Em um movimento desconexo e alucinado.

Uma: Gosto, mas te odeio.

Quer dizer, acho que te suporto na maior parte do tempo. Só suporto com muito esforço, mas sorrio. Sorrio bastante. (ps: Obrigada, mamãe)
Mas são tão frios e vazios esses meus dentinhos-amarelos-comprimidos em um pequeno espaço de boca. Convenço-me de que a pessoa está percebendo. Não é possível, ela está notando a falsidade do meu sorriso. Mas se ela estivesse realmente percebendo toda falta de consideração que sai cortante pelos meus olhos e que atinge seu clímax em um esboço de civilidade, provavelmente me chutaria, cuspiria na minha cara, diria coisas do tipo: quem vc pensa que é?
Mas não, a pessoa sorri de volta. Gentil, olhos obliquos (não, não consigo ser original), maõzinhas civilizadas.
E eu, sempre pensando em mim, não consigo desvendar seu olhar e toda incredulidade por trás dele.

Outra: Te descubro. Mas tenho medo.

Quero saber, encontrar, desvendar. Aspirações, crenças, silêncios, segredos e algumas risadas à meia-noite.
Desejo.
Aí, como um grande balde de água fria, água cristalina. Você. Que nem é um você ainda. É no máximo o. Assim: o, artigo. Ou melhor, tipo um haver desgramaticalizado.

E me perco. E aí vem outro, um, o.
Haverá ainda uma Vossa Excelência? Não será mais água, será lençol freático, frenético, na minha pele, olhos, boca, sorrisos, dente, pezinhos balançando na beira da cama, histórias ao pé-do-ouvido.

E, no meu mundo, tudo terá o mesmo gosto doce.

21 de out de 2008

Foxy Lady

Estou tentando entender. Mas tudo me parece confuso, em um estranho estado de torpor, com medo de misturar conceitos e me perder em ,
Picos de exaltação, longos silêncios, um estranha sensação de estar vivendo sedada. Ligada no piloto-automático, esperando um grande acontecimento, uma tragédia ou comédia (usando de humor negro para justificar minha falta de senso de humor). Nem parece tão dramático, não?

É. não consigo entender. Já disse, né?Estou me repetindo...Droga....

Como aquela vez que precisei tomar um remédio a base de morfina, não sabia qual era o remédio. Só fica um silêncio delicioso, uma felicidade resignada, uma falta de angústia.
Fiquei pensando como deve ser a vida a base de Prozac, Lexontan e essas coisas todas.

Idiota.
Também não era isso.

Hoje não sai, consegue ver? Não sai nada. Sinto como se estivesse explodindo de idéias, de novas perspectivas, de borbulhas, borbulhas, bolhas que quando tentam sair explodem antes de se dar conta de sua inerente fragilidade.
Mas não consigo traduzir em idéias racionais ou conscientes. Se tocasse um instrumento tentaria transformar em sei lá. Em um rock.
Daquele das antigas, old school. Um solo de guitarra de 15 minutos.
Até atingir o Nirvana. Nossa, belo trocadilho...meu texto atingiu seu clímax, caro leitor. Acho que preciso vomitar.

Não, não. Lembrei. Na sexta estava com vontade de chorar. Sabe, chorar sem fazer barulho? Chorar sem sentir?
E chorar e chorar e chorar. Acordar com os olhos inchados. Ler um pouco de Lygia Fagundes Telles e seguir o dia.

Para que?
Para nada, né? Se você ainda me acompanha não deveria esperar alguma epifania aqui. Avisei desde a primeira linha....
É que escrever com fonte 8 me tira a inspiração.
Preciso gritar, escrever comic sans, em fonte 14, cor-de-rosa. Colar adesivos do ursinho Puff.

Já sei, vou até a papelaria. Compro 5 cartelas de adesivos da Moranguinho, e colo com saliva na testa.
As pessoas não se tatuam? Não é legal? Sua marca, uma frase, uma palavra que te represente, que te venda. Olha eu caindo em clichês novamente...
Mas não vou perder o raciocínio. Compro-saliva-colo-vendo.
Crio um blog, uma comunidade no Orkut e encontro mais mil meninas do mundo todo que colam-Moranguinho-na-testa-com-saliva.
Falamos pelo MSN todos os dias, eu sou a líder, presidente. Já falei, né? Sagitário com Lua em Leão.

Organizo encontros, passeios, faço uma linha do tempo com Moranguinhos e começo a pensar no sentido artístico-temporal-psicológico-democrático das Moranguinhos enquanto tomo minha Catuaba.
Dou um trago no cigarro e aguardo via SMS a mensagem daquela-amiga-sobre-aquele-cara-sóbrio-careta-que-um-dia-eu-conheci-e-nem-me-importei.

Mais alguns tragos, mais algumas cervejas. Não adianta, continuo não me importando.

13 de out de 2008

Para Caio Fernando e Letícia

Foi dada a largada. Você sabe? Uma quadratura desfavorável entre Júpiter e Urano.
Até novembro. Um mês inteiro.
E eu terei que enfrentar o dragão que mora dentro de mim.

Aquele mesmo que me acorda todas as noites de madrugada com seu hálito quente e seu grito estéril. Sussurando no meu ouvido seus pesadelos e angústias. (Não queira saber o que é um pesadelo de dragão)
Em um cenário astral como esse que começou a se desenhar no céu, meu dragão fica estupidamente inquieto. Noites cheias de estrela, essas de verão, com dias azuis e amarelos, sem nuvens, faz com que a luz entre diretamente pelas minhas pupilas. e ele, meu dragão, não gosta de tanta claridade.

Então no meio do dia, na hora do almoço, no trânsito ou enquanto assisto televisão ele começa a soltar fogo e labaredas inteiras me consomem pelo avesso.
Tento disfarçar e continuo conversando com as pessoas, tomando meu café ou olhando qualquer vitrine idiota. Mas tenho medo que a fumaça do incêndio que ele causa dentro de mim saia pelos ouvidos, pelo nariz ou que uma unha descole. Que me ferva o sangue e saia qualquer coisa púrpura.
Aperto as mãos com força. Prendo a respiração. Inspiro e expiro.

Foco a atenção no nada. Foco o olhar no concreto, no palpável, no estúpido.

Abro e fecho os olhos devagar, com alguma força, de maneira inconsciente.
Ele se cala. Retorna para sua pequena jaula de tecidos rosas e volta a sugar bem quieto minhas veias. Ele se alimenta em mim, sou eu que gero sua vidinha medíocre. E minha vida é seu mundo. Ele é egocêntrico, precisa ser o centro do meu mundo.

Eu o enfrento, às vezes perco o controle e grito, esperneio, xingo. E tentando atingi-lo com minha faca cega e sem corte, acabo esbarrando em todos à minha volta. E tenho tanta raiva, e tanto sangue púrpura que enfio a faca com força. Quando abro os olhos, todos já se foram. O cheiro de carne e vida ainda impregna o ar, mas estou sozinha. As mãos cor de carvão. Penteio os cabelos, limpo a faca enferrujada no que restou da minha camisa. Recolho tudo que caiu da minha bolsa e ficou pelo caminho. Perdi algumas coisas.

Desapego.

Mas quando penso sobre isso sinto sua pequena cauda balançando, ele só está se ajeitando no canto direito do meu peito.
Respiro aliviada. Ele não morreu. Deixa ele dormir um pouco. Não tenho muito tempo.Olho para o céu. Jupiter e Urano continuam se movimentando.

As regras da pura medza matisse

1)Não discutir política;
2)Não discutir religião;
3)Não discutir futebol;
4)Não falar sobre homens, e só sobre homens e sair só para vê-los;
5)Não falar mal de outras mulheres ou sobre suas roupas;
6)Não falar sobre filosofia, cultura ou o novo livro do momento (aliás, é bom nem saber qual é o nome daquele diretor descoladérrimo que veio ao Brasil);
6)Não tomar nada além de cerveja (parar com a palachaçada de caipirinha de sake de frutas vermelhas);
7)Nada que não possa ser comido sem palitinho entra na mesa;
8)Lembrar o quanto abominamos Sandys;
9)Lembrar o quanto abominamos caras bombados ou que moram com a mãe;
10)Deletar o perfil do Orkut, do My Space, tirar aquela letra de música do MSN. Aliás, oi. msn?

Descomplique sua vida. Elimine os coisados e coisadas.
Encha seus momentos de nãnãnã, parará, nãnãnã, né?
Você que tá dizendo.

9 de out de 2008

O pão de cada dia

Não tenho religião. Não tenho crença em nada, a não ser na idéia de atração. Pensa comigo (bem, didático, hein?), existe uma lei de atração inexplicável que mantém planetas alinhados girando ao redor do sol, ou de qualquer outra coisa que exista além do sistema solar.
Se existe uma lei de atração entre planetas, você realmente acredita que essa mesma lei, não pode ser a mesma que rege nossas relações?A conversa rende um pouco mais que isso, mas esse não é ponto hoje.
A verdade é que todas as noites, quando enfio a cabeça no travesseiro, depois de empurrar as duas extremidades laterais para dor volume no meio e encaixar o pescoço em uma altura confortável, depois de cobrir os pés (sinto muito frio), decidir se leio algo ou assisto televisão.

PAUSA

Ai
Ai
Ai

Cadê minhas meias? (sic, sic, sic, sic, indefinidamente.....)

Nesse exato momento penso que deveria ter uma religião. Acreditar em Deus, ter alguém para dividir a culpa, os medos, os fracassos, os arrependimentos, planos por futuro. Seria muito mais confortante. Jesus, José, Abraão, Moisés, Maomé, Alah, ai calma. Tenho que escolher um só.
(Essa coisa de profeta é meio esquisita, tem vários, mas fica meio subentendido que tenho que escolher um só. E aí as opções já diminuem, por que de vários, os fodões mesmo são Jesus, Maomé e Moisés, não necessariamente nesta ordem.)
Tá, Jesus. Escolhi. (Classe média latina subdesenvolvida, espero que entenda minha posição)
Com os santos não. Aí fica divertido. Posso escolher vários: São Sebastião, Santo Antônio, São Francisco.
Fico com o Padre Cícero, super vou com a cara dele. (Será que é profano eleger um santo que não é santo?Foi excomungado, acredita?)
Tá, queria ter uma religião. Queria pedir favores, ajuda, dividir os problemas. E, acima de tudo, viver com com um objetivo, com uma meta.
Ter o descanso eterno, ser justa (isso não é platonicamente romântico?), construir uma família, ajudar ao próximo. Deve ser muito gratificante sempre buscar algo elevado, superior...

Sempre acabo caindo no sono antes de concluir o raciocínio.

No dia seguinte....
Caralho, to atrasada.
Toma banho, arruma cama, tira roupa do varal, escova o dente, passa a blusa, escolhe a calça, aiaiaiaiai, preciso de uma nova, põe sapato, tira a maquiagem de ontem, passa de novo rímel, cadê o anel, bota brinco, troca brinco, pega o secador, tira o lixo pra fora, passa perfume ou não?Hoje não.Fecha porta. Esqueci o guarda-chuva. Abre porta. Abre outra porta . Fecha portas. Duas vezes. Chama elevador. Espera. Esp....Cadê o carro?Porra, não tirou ainda?Ahh é, bom dia.Sim, obrigada. Trânsito, trânsito, trânsito.Liga o rádio. Muda a estação.Muda de novo. Sai da frente moto dos infernos. Bota um cd.Freia.Trânsito.Trânsito. Semáforo.Passiflora.Floral. Adoro o Obelisco. Adoro o Centro Cultural São Paulo. Calma, o CCSP vem antes. Adoro o Monumento das Bandeiras, adoro a República do Líbano, vira, vira, Brigadeiro.Trânsito. Juscelino.

Senta. tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof.tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof.tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof.ALMOÇA.
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sintaxe.surrealismo.Euclião.Platão.védicos.MachadodeAssis.xerox.pasta.(Ai meu deus, como esqueci isso?)sintaxe.surrealismo.Euclião.Platão.védicos.MachadodeAssis.xerox.pasta.(chegar em casa) sintaxe.surrealismo.Euclião.Platão.védicos.MachadodeAssis.xerox.pasta. (Ai quero ser professora.)sintaxe.surrealismo.Euclião.Platão.védicos.MachadodeAssis.xerox.pasta.(Ai tá loca?hahahaha Alunos BURROS)

Carro.Trânsito.Trânsito.Carro.Liga o rádio. Muda estação. Ai que fome. Passa na padaria, não tem nada pra comer. Ai, farol fica verde. fica verde. Vaiiiiiii, seu puto (Desculpe, não era pra você. É pro puto no carro da frente que não anda)Vai, trânsito fluiu....Consolação, tinha que ser. Trânsito. Trânsito.
Vira. Vira de novo.Vira só mais uma v...Estaciona.
Chama o elevador.Espera.Esper....
Abre porta. Oi, tudo bem?Guarda as coisas.Como foi o dia?Entra na cozinha. Ahh tá. Esquenta comida. Liga a TV. Não me diga...Come.Come. Guarda comida.Bota roupa pra lavar. Boa noite. Escova os dentes.Entra no quarto. Fecha a porta do quarto. Deita na cama. Enfia a cabeça no travesseiro, depois de empurra as duas extremidades laterais para dor volume no meio e encaixa o pescoço em uma altura confortável, depois cobre os pés (sinto muito frio), decido se leio algo ou assisto televisão.
E penso, penso, penso, penso.

Decido.Eu preciso mesmo é de sexo.

6 de out de 2008

Mentiras de uma tarde de verão

Hoje é um daqueles dias mornos, apesar de estar frio e chovendo lá fora.
Atrás das cortinas e enormes janelas de vidro, estou insensível à vida toda que pulsa gelidamente através dos carros fumaçantes, ruas esburacadas, guarda-chuvas e muito mal humor.

A sala, apesar de grande e sem paredes, está encoberta por uma leve bafo quente. O pé direito baixo, o barulho incessante dos teclados, algumas tossidinhas discretas, alguém falando algo que não me importa no telefone e todos os rostos impassíveis diante das telas multicoloridas, multifuncionais, multiplanas.
Não digo - Há vida lá fora.

O que esperar? O Gene Kelly de cuecas, maquiado a la David Bowie, dançando axé com um taco de beisebol na mão? Ou pelo menos um Brás Cubas qualquer pra morrer hoje. Uma avó pra fazer chá e bolinhos de chuva. Um filme da Xuxa na Sessão da Tarde e uma receita de rocambole na Palmirinha. Um amor pra chorar e um cachorro para olhar através das janelas embaçadas a chuva lá fora.

Mas olho pelas janelas sem me dar conta do dia triste e lindo que acontece ao meu redor. Sem me dar conta que os dias podem ser algo além de paredes brancas, frias e impessoais, além de um relógio cheio de alarmes tic-tac-ploft-plim.

Preciso parar de achar que o mundo gira ao redor do meu umbigo.
Uma questão de perspectiva.