E uma grande explosão de partículas coloridas e frágeis começa a esquentar meu estômago, sobem pelo pulmão, batem contra meu coração e penetram delicadamente minhas artérias. As pequenas bolhas se diluem no meu sangue e começam a circular por todo corpo. Pernas, pés, dedos, fios de cabelo, pupilas.
E tudo dentro de mim em pouco tempo é verde, rosa, amarelo e azul. Chegando perto dos poros, as bolhinhas começam a se reintegrar e com um pouquinho de força se espremem pela minha pele e saem pra fora como frágeis estruturas circulares e coloridas.
E no meio de muita fumaça e bolhas psicodélicas distorcidas, ao som de Rolling Stones, as formas perdem contornos e tudo começa a se redesenhar à minha volta. As bolhas continuam saindo. Meus pés estão finos, meus dedos leves, minha pele começa a perder a cor.
Mergulhada em mim mesma, vejo meus limites se misturarem à beirada da cama, encosto na parede e meu braço se funde com o cal coberto de fuligem colorida. As bolhas pequeninas tomam todo o espaço.
Toco em uma com a ponta dos dedos. Sou sugada para seu interior e meus pés não tocam mais o chão. Girando, flutuo através da minha janela que fica o tempo todo fechada.
Acho que a esqueci aberta ontem à noite. Tentei ver a lua encoberta pelo céu nublado.
Agora o céu é azul. E eu, rodopiando em silêncio, passo invisível pela cidade que concretamente enche a boca para falar de sua influência neoclássica.
Mas girando, sem ouvir o som da minha própria respiração, não presto atenção ao ego da velha piranha obstinada que continua expirando a fumaça de seus carros.
Flutuo. Deito-me de costas, mudo a perspectiva. Mantenho os olhos abertos e o ar que inspiro me impulsina para cima.Azul.
Por um segundo pisco as pálpebras e volto para as paredes brancas do meu quarto.
Elas me parecem menos sólidas.
30 de out. de 2008
29 de out. de 2008
Paranóia delirante
Não queria escrever sobre você.
Mas ando sem inspiração e sabia que isso ia acontecer.
Você sabe, eu sei. São essas tristezas suaves que nos motivam. Será que alguém mais sabe disso?
Queria não ter afinidades com as pessoas. Relacionamentos. Rá, você diria.
Sussurraria algo incomprenssível ao pé-do-meu-ouvido. Coloco hífen onde eu bem entender, e não me venha com essa que meus textos estão mal escritos.
Conforme os anos vão passando, eu me repito cada vez mais. E tudo aquilo que você me diz não soa mais inédito, incrível ou me dá um tesão insustentável.
Só consigo encaixar você em mais uma categoria, neste caso a dos niilistas-mal-resolvidos-com-a-figura-paterna.
Some se a isto um incontrolável desejo de auto-destruição.
Eis você.
E eu aqui a me inspirar ouvindo Doors e fugindo alguns segundos só pra dizer coisas que nunca direi na sua cara e olhos malditos, que ficam bem abaixo de uma cicatriz recém descoberta por mim.
Ou pintas em forma de caranguejo e todas essas babaquices que a gente só enxerga à meia luz.
Não se iluda.
Eu podia ter sido legal.
Só que quero viver pacatamente até a porra dos 90 anos, só pra ver o fim do petróleo e da indústria automobilística.
Consigo ser mais vazia e sem conteúdo que você.
Mas ando sem inspiração e sabia que isso ia acontecer.
Você sabe, eu sei. São essas tristezas suaves que nos motivam. Será que alguém mais sabe disso?
Queria não ter afinidades com as pessoas. Relacionamentos. Rá, você diria.
Sussurraria algo incomprenssível ao pé-do-meu-ouvido. Coloco hífen onde eu bem entender, e não me venha com essa que meus textos estão mal escritos.
Conforme os anos vão passando, eu me repito cada vez mais. E tudo aquilo que você me diz não soa mais inédito, incrível ou me dá um tesão insustentável.
Só consigo encaixar você em mais uma categoria, neste caso a dos niilistas-mal-resolvidos-com-a-figura-paterna.
Some se a isto um incontrolável desejo de auto-destruição.
Eis você.
E eu aqui a me inspirar ouvindo Doors e fugindo alguns segundos só pra dizer coisas que nunca direi na sua cara e olhos malditos, que ficam bem abaixo de uma cicatriz recém descoberta por mim.
Ou pintas em forma de caranguejo e todas essas babaquices que a gente só enxerga à meia luz.
Não se iluda.
Eu podia ter sido legal.
Só que quero viver pacatamente até a porra dos 90 anos, só pra ver o fim do petróleo e da indústria automobilística.
Consigo ser mais vazia e sem conteúdo que você.
22 de out. de 2008
Coisificação
São duas coisas distintas. Uma boa e outra ruim.
Uma ofusca a outra, outra espreme a uma.
Em um movimento desconexo e alucinado.
Uma: Gosto, mas te odeio.
Quer dizer, acho que te suporto na maior parte do tempo. Só suporto com muito esforço, mas sorrio. Sorrio bastante. (ps: Obrigada, mamãe)
Mas são tão frios e vazios esses meus dentinhos-amarelos-comprimidos em um pequeno espaço de boca. Convenço-me de que a pessoa está percebendo. Não é possível, ela está notando a falsidade do meu sorriso. Mas se ela estivesse realmente percebendo toda falta de consideração que sai cortante pelos meus olhos e que atinge seu clímax em um esboço de civilidade, provavelmente me chutaria, cuspiria na minha cara, diria coisas do tipo: quem vc pensa que é?
Mas não, a pessoa sorri de volta. Gentil, olhos obliquos (não, não consigo ser original), maõzinhas civilizadas.
E eu, sempre pensando em mim, não consigo desvendar seu olhar e toda incredulidade por trás dele.
Outra: Te descubro. Mas tenho medo.
Quero saber, encontrar, desvendar. Aspirações, crenças, silêncios, segredos e algumas risadas à meia-noite.
Desejo.
Aí, como um grande balde de água fria, água cristalina. Você. Que nem é um você ainda. É no máximo o. Assim: o, artigo. Ou melhor, tipo um haver desgramaticalizado.
E me perco. E aí vem outro, um, o.
Haverá ainda uma Vossa Excelência? Não será mais água, será lençol freático, frenético, na minha pele, olhos, boca, sorrisos, dente, pezinhos balançando na beira da cama, histórias ao pé-do-ouvido.
E, no meu mundo, tudo terá o mesmo gosto doce.
Uma ofusca a outra, outra espreme a uma.
Em um movimento desconexo e alucinado.
Uma: Gosto, mas te odeio.
Quer dizer, acho que te suporto na maior parte do tempo. Só suporto com muito esforço, mas sorrio. Sorrio bastante. (ps: Obrigada, mamãe)
Mas são tão frios e vazios esses meus dentinhos-amarelos-comprimidos em um pequeno espaço de boca. Convenço-me de que a pessoa está percebendo. Não é possível, ela está notando a falsidade do meu sorriso. Mas se ela estivesse realmente percebendo toda falta de consideração que sai cortante pelos meus olhos e que atinge seu clímax em um esboço de civilidade, provavelmente me chutaria, cuspiria na minha cara, diria coisas do tipo: quem vc pensa que é?
Mas não, a pessoa sorri de volta. Gentil, olhos obliquos (não, não consigo ser original), maõzinhas civilizadas.
E eu, sempre pensando em mim, não consigo desvendar seu olhar e toda incredulidade por trás dele.
Outra: Te descubro. Mas tenho medo.
Quero saber, encontrar, desvendar. Aspirações, crenças, silêncios, segredos e algumas risadas à meia-noite.
Desejo.
Aí, como um grande balde de água fria, água cristalina. Você. Que nem é um você ainda. É no máximo o. Assim: o, artigo. Ou melhor, tipo um haver desgramaticalizado.
E me perco. E aí vem outro, um, o.
Haverá ainda uma Vossa Excelência? Não será mais água, será lençol freático, frenético, na minha pele, olhos, boca, sorrisos, dente, pezinhos balançando na beira da cama, histórias ao pé-do-ouvido.
E, no meu mundo, tudo terá o mesmo gosto doce.
21 de out. de 2008
Foxy Lady
Estou tentando entender. Mas tudo me parece confuso, em um estranho estado de torpor, com medo de misturar conceitos e me perder em ,
Picos de exaltação, longos silêncios, um estranha sensação de estar vivendo sedada. Ligada no piloto-automático, esperando um grande acontecimento, uma tragédia ou comédia (usando de humor negro para justificar minha falta de senso de humor). Nem parece tão dramático, não?
É. não consigo entender. Já disse, né?Estou me repetindo...Droga....
Como aquela vez que precisei tomar um remédio a base de morfina, não sabia qual era o remédio. Só fica um silêncio delicioso, uma felicidade resignada, uma falta de angústia.
Fiquei pensando como deve ser a vida a base de Prozac, Lexontan e essas coisas todas.
Idiota.
Também não era isso.
Hoje não sai, consegue ver? Não sai nada. Sinto como se estivesse explodindo de idéias, de novas perspectivas, de borbulhas, borbulhas, bolhas que quando tentam sair explodem antes de se dar conta de sua inerente fragilidade.
Mas não consigo traduzir em idéias racionais ou conscientes. Se tocasse um instrumento tentaria transformar em sei lá. Em um rock.
Daquele das antigas, old school. Um solo de guitarra de 15 minutos.
Até atingir o Nirvana. Nossa, belo trocadilho...meu texto atingiu seu clímax, caro leitor. Acho que preciso vomitar.
Não, não. Lembrei. Na sexta estava com vontade de chorar. Sabe, chorar sem fazer barulho? Chorar sem sentir?
E chorar e chorar e chorar. Acordar com os olhos inchados. Ler um pouco de Lygia Fagundes Telles e seguir o dia.
Para que?
Para nada, né? Se você ainda me acompanha não deveria esperar alguma epifania aqui. Avisei desde a primeira linha....
É que escrever com fonte 8 me tira a inspiração.
Preciso gritar, escrever comic sans, em fonte 14, cor-de-rosa. Colar adesivos do ursinho Puff.
Já sei, vou até a papelaria. Compro 5 cartelas de adesivos da Moranguinho, e colo com saliva na testa.
As pessoas não se tatuam? Não é legal? Sua marca, uma frase, uma palavra que te represente, que te venda. Olha eu caindo em clichês novamente...
Mas não vou perder o raciocínio. Compro-saliva-colo-vendo.
Crio um blog, uma comunidade no Orkut e encontro mais mil meninas do mundo todo que colam-Moranguinho-na-testa-com-saliva.
Falamos pelo MSN todos os dias, eu sou a líder, presidente. Já falei, né? Sagitário com Lua em Leão.
Organizo encontros, passeios, faço uma linha do tempo com Moranguinhos e começo a pensar no sentido artístico-temporal-psicológico-democrático das Moranguinhos enquanto tomo minha Catuaba.
Dou um trago no cigarro e aguardo via SMS a mensagem daquela-amiga-sobre-aquele-cara-sóbrio-careta-que-um-dia-eu-conheci-e-nem-me-importei.
Mais alguns tragos, mais algumas cervejas. Não adianta, continuo não me importando.
Picos de exaltação, longos silêncios, um estranha sensação de estar vivendo sedada. Ligada no piloto-automático, esperando um grande acontecimento, uma tragédia ou comédia (usando de humor negro para justificar minha falta de senso de humor). Nem parece tão dramático, não?
É. não consigo entender. Já disse, né?Estou me repetindo...Droga....
Como aquela vez que precisei tomar um remédio a base de morfina, não sabia qual era o remédio. Só fica um silêncio delicioso, uma felicidade resignada, uma falta de angústia.
Fiquei pensando como deve ser a vida a base de Prozac, Lexontan e essas coisas todas.
Idiota.
Também não era isso.
Hoje não sai, consegue ver? Não sai nada. Sinto como se estivesse explodindo de idéias, de novas perspectivas, de borbulhas, borbulhas, bolhas que quando tentam sair explodem antes de se dar conta de sua inerente fragilidade.
Mas não consigo traduzir em idéias racionais ou conscientes. Se tocasse um instrumento tentaria transformar em sei lá. Em um rock.
Daquele das antigas, old school. Um solo de guitarra de 15 minutos.
Até atingir o Nirvana. Nossa, belo trocadilho...meu texto atingiu seu clímax, caro leitor. Acho que preciso vomitar.
Não, não. Lembrei. Na sexta estava com vontade de chorar. Sabe, chorar sem fazer barulho? Chorar sem sentir?
E chorar e chorar e chorar. Acordar com os olhos inchados. Ler um pouco de Lygia Fagundes Telles e seguir o dia.
Para que?
Para nada, né? Se você ainda me acompanha não deveria esperar alguma epifania aqui. Avisei desde a primeira linha....
É que escrever com fonte 8 me tira a inspiração.
Preciso gritar, escrever comic sans, em fonte 14, cor-de-rosa. Colar adesivos do ursinho Puff.
Já sei, vou até a papelaria. Compro 5 cartelas de adesivos da Moranguinho, e colo com saliva na testa.
As pessoas não se tatuam? Não é legal? Sua marca, uma frase, uma palavra que te represente, que te venda. Olha eu caindo em clichês novamente...
Mas não vou perder o raciocínio. Compro-saliva-colo-vendo.
Crio um blog, uma comunidade no Orkut e encontro mais mil meninas do mundo todo que colam-Moranguinho-na-testa-com-saliva.
Falamos pelo MSN todos os dias, eu sou a líder, presidente. Já falei, né? Sagitário com Lua em Leão.
Organizo encontros, passeios, faço uma linha do tempo com Moranguinhos e começo a pensar no sentido artístico-temporal-psicológico-democrático das Moranguinhos enquanto tomo minha Catuaba.
Dou um trago no cigarro e aguardo via SMS a mensagem daquela-amiga-sobre-aquele-cara-sóbrio-careta-que-um-dia-eu-conheci-e-nem-me-importei.
Mais alguns tragos, mais algumas cervejas. Não adianta, continuo não me importando.
13 de out. de 2008
Para Caio Fernando e Letícia
Foi dada a largada. Você sabe? Uma quadratura desfavorável entre Júpiter e Urano.
Até novembro. Um mês inteiro.
E eu terei que enfrentar o dragão que mora dentro de mim.
Aquele mesmo que me acorda todas as noites de madrugada com seu hálito quente e seu grito estéril. Sussurando no meu ouvido seus pesadelos e angústias. (Não queira saber o que é um pesadelo de dragão)
Em um cenário astral como esse que começou a se desenhar no céu, meu dragão fica estupidamente inquieto. Noites cheias de estrela, essas de verão, com dias azuis e amarelos, sem nuvens, faz com que a luz entre diretamente pelas minhas pupilas. e ele, meu dragão, não gosta de tanta claridade.
Então no meio do dia, na hora do almoço, no trânsito ou enquanto assisto televisão ele começa a soltar fogo e labaredas inteiras me consomem pelo avesso.
Tento disfarçar e continuo conversando com as pessoas, tomando meu café ou olhando qualquer vitrine idiota. Mas tenho medo que a fumaça do incêndio que ele causa dentro de mim saia pelos ouvidos, pelo nariz ou que uma unha descole. Que me ferva o sangue e saia qualquer coisa púrpura.
Aperto as mãos com força. Prendo a respiração. Inspiro e expiro.
Foco a atenção no nada. Foco o olhar no concreto, no palpável, no estúpido.
Abro e fecho os olhos devagar, com alguma força, de maneira inconsciente.
Ele se cala. Retorna para sua pequena jaula de tecidos rosas e volta a sugar bem quieto minhas veias. Ele se alimenta em mim, sou eu que gero sua vidinha medíocre. E minha vida é seu mundo. Ele é egocêntrico, precisa ser o centro do meu mundo.
Eu o enfrento, às vezes perco o controle e grito, esperneio, xingo. E tentando atingi-lo com minha faca cega e sem corte, acabo esbarrando em todos à minha volta. E tenho tanta raiva, e tanto sangue púrpura que enfio a faca com força. Quando abro os olhos, todos já se foram. O cheiro de carne e vida ainda impregna o ar, mas estou sozinha. As mãos cor de carvão. Penteio os cabelos, limpo a faca enferrujada no que restou da minha camisa. Recolho tudo que caiu da minha bolsa e ficou pelo caminho. Perdi algumas coisas.
Desapego.
Mas quando penso sobre isso sinto sua pequena cauda balançando, ele só está se ajeitando no canto direito do meu peito.
Respiro aliviada. Ele não morreu. Deixa ele dormir um pouco. Não tenho muito tempo.Olho para o céu. Jupiter e Urano continuam se movimentando.
Até novembro. Um mês inteiro.
E eu terei que enfrentar o dragão que mora dentro de mim.
Aquele mesmo que me acorda todas as noites de madrugada com seu hálito quente e seu grito estéril. Sussurando no meu ouvido seus pesadelos e angústias. (Não queira saber o que é um pesadelo de dragão)
Em um cenário astral como esse que começou a se desenhar no céu, meu dragão fica estupidamente inquieto. Noites cheias de estrela, essas de verão, com dias azuis e amarelos, sem nuvens, faz com que a luz entre diretamente pelas minhas pupilas. e ele, meu dragão, não gosta de tanta claridade.
Então no meio do dia, na hora do almoço, no trânsito ou enquanto assisto televisão ele começa a soltar fogo e labaredas inteiras me consomem pelo avesso.
Tento disfarçar e continuo conversando com as pessoas, tomando meu café ou olhando qualquer vitrine idiota. Mas tenho medo que a fumaça do incêndio que ele causa dentro de mim saia pelos ouvidos, pelo nariz ou que uma unha descole. Que me ferva o sangue e saia qualquer coisa púrpura.
Aperto as mãos com força. Prendo a respiração. Inspiro e expiro.
Foco a atenção no nada. Foco o olhar no concreto, no palpável, no estúpido.
Abro e fecho os olhos devagar, com alguma força, de maneira inconsciente.
Ele se cala. Retorna para sua pequena jaula de tecidos rosas e volta a sugar bem quieto minhas veias. Ele se alimenta em mim, sou eu que gero sua vidinha medíocre. E minha vida é seu mundo. Ele é egocêntrico, precisa ser o centro do meu mundo.
Eu o enfrento, às vezes perco o controle e grito, esperneio, xingo. E tentando atingi-lo com minha faca cega e sem corte, acabo esbarrando em todos à minha volta. E tenho tanta raiva, e tanto sangue púrpura que enfio a faca com força. Quando abro os olhos, todos já se foram. O cheiro de carne e vida ainda impregna o ar, mas estou sozinha. As mãos cor de carvão. Penteio os cabelos, limpo a faca enferrujada no que restou da minha camisa. Recolho tudo que caiu da minha bolsa e ficou pelo caminho. Perdi algumas coisas.
Desapego.
Mas quando penso sobre isso sinto sua pequena cauda balançando, ele só está se ajeitando no canto direito do meu peito.
Respiro aliviada. Ele não morreu. Deixa ele dormir um pouco. Não tenho muito tempo.Olho para o céu. Jupiter e Urano continuam se movimentando.
As regras da pura medza matisse
1)Não discutir política;
2)Não discutir religião;
3)Não discutir futebol;
4)Não falar sobre homens, e só sobre homens e sair só para vê-los;
5)Não falar mal de outras mulheres ou sobre suas roupas;
6)Não falar sobre filosofia, cultura ou o novo livro do momento (aliás, é bom nem saber qual é o nome daquele diretor descoladérrimo que veio ao Brasil);
6)Não tomar nada além de cerveja (parar com a palachaçada de caipirinha de sake de frutas vermelhas);
7)Nada que não possa ser comido sem palitinho entra na mesa;
8)Lembrar o quanto abominamos Sandys;
9)Lembrar o quanto abominamos caras bombados ou que moram com a mãe;
10)Deletar o perfil do Orkut, do My Space, tirar aquela letra de música do MSN. Aliás, oi. msn?
Descomplique sua vida. Elimine os coisados e coisadas.
Encha seus momentos de nãnãnã, parará, nãnãnã, né?
Você que tá dizendo.
2)Não discutir religião;
3)Não discutir futebol;
4)Não falar sobre homens, e só sobre homens e sair só para vê-los;
5)Não falar mal de outras mulheres ou sobre suas roupas;
6)Não falar sobre filosofia, cultura ou o novo livro do momento (aliás, é bom nem saber qual é o nome daquele diretor descoladérrimo que veio ao Brasil);
6)Não tomar nada além de cerveja (parar com a palachaçada de caipirinha de sake de frutas vermelhas);
7)Nada que não possa ser comido sem palitinho entra na mesa;
8)Lembrar o quanto abominamos Sandys;
9)Lembrar o quanto abominamos caras bombados ou que moram com a mãe;
10)Deletar o perfil do Orkut, do My Space, tirar aquela letra de música do MSN. Aliás, oi. msn?
Descomplique sua vida. Elimine os coisados e coisadas.
Encha seus momentos de nãnãnã, parará, nãnãnã, né?
Você que tá dizendo.
9 de out. de 2008
O pão de cada dia
Não tenho religião. Não tenho crença em nada, a não ser na idéia de atração. Pensa comigo (bem, didático, hein?), existe uma lei de atração inexplicável que mantém planetas alinhados girando ao redor do sol, ou de qualquer outra coisa que exista além do sistema solar.
Se existe uma lei de atração entre planetas, você realmente acredita que essa mesma lei, não pode ser a mesma que rege nossas relações?A conversa rende um pouco mais que isso, mas esse não é ponto hoje.
A verdade é que todas as noites, quando enfio a cabeça no travesseiro, depois de empurrar as duas extremidades laterais para dor volume no meio e encaixar o pescoço em uma altura confortável, depois de cobrir os pés (sinto muito frio), decidir se leio algo ou assisto televisão.
PAUSA
Ai
Ai
Ai
Cadê minhas meias? (sic, sic, sic, sic, indefinidamente.....)
Nesse exato momento penso que deveria ter uma religião. Acreditar em Deus, ter alguém para dividir a culpa, os medos, os fracassos, os arrependimentos, planos por futuro. Seria muito mais confortante. Jesus, José, Abraão, Moisés, Maomé, Alah, ai calma. Tenho que escolher um só.
(Essa coisa de profeta é meio esquisita, tem vários, mas fica meio subentendido que tenho que escolher um só. E aí as opções já diminuem, por que de vários, os fodões mesmo são Jesus, Maomé e Moisés, não necessariamente nesta ordem.)
Tá, Jesus. Escolhi. (Classe média latina subdesenvolvida, espero que entenda minha posição)
Com os santos não. Aí fica divertido. Posso escolher vários: São Sebastião, Santo Antônio, São Francisco.
Fico com o Padre Cícero, super vou com a cara dele. (Será que é profano eleger um santo que não é santo?Foi excomungado, acredita?)
Tá, queria ter uma religião. Queria pedir favores, ajuda, dividir os problemas. E, acima de tudo, viver com com um objetivo, com uma meta.
Ter o descanso eterno, ser justa (isso não é platonicamente romântico?), construir uma família, ajudar ao próximo. Deve ser muito gratificante sempre buscar algo elevado, superior...
Sempre acabo caindo no sono antes de concluir o raciocínio.
No dia seguinte....
Caralho, to atrasada.
Toma banho, arruma cama, tira roupa do varal, escova o dente, passa a blusa, escolhe a calça, aiaiaiaiai, preciso de uma nova, põe sapato, tira a maquiagem de ontem, passa de novo rímel, cadê o anel, bota brinco, troca brinco, pega o secador, tira o lixo pra fora, passa perfume ou não?Hoje não.Fecha porta. Esqueci o guarda-chuva. Abre porta. Abre outra porta . Fecha portas. Duas vezes. Chama elevador. Espera. Esp....Cadê o carro?Porra, não tirou ainda?Ahh é, bom dia.Sim, obrigada. Trânsito, trânsito, trânsito.Liga o rádio. Muda a estação.Muda de novo. Sai da frente moto dos infernos. Bota um cd.Freia.Trânsito.Trânsito. Semáforo.Passiflora.Floral. Adoro o Obelisco. Adoro o Centro Cultural São Paulo. Calma, o CCSP vem antes. Adoro o Monumento das Bandeiras, adoro a República do Líbano, vira, vira, Brigadeiro.Trânsito. Juscelino.
Senta. tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof.tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof.tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof.ALMOÇA.
tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof.tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof.tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof.tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof..FACULDADE.
sintaxe.surrealismo.Euclião.Platão.védicos.MachadodeAssis.xerox.pasta.(Ai meu deus, como esqueci isso?)sintaxe.surrealismo.Euclião.Platão.védicos.MachadodeAssis.xerox.pasta.(chegar em casa) sintaxe.surrealismo.Euclião.Platão.védicos.MachadodeAssis.xerox.pasta. (Ai quero ser professora.)sintaxe.surrealismo.Euclião.Platão.védicos.MachadodeAssis.xerox.pasta.(Ai tá loca?hahahaha Alunos BURROS)
Carro.Trânsito.Trânsito.Carro.Liga o rádio. Muda estação. Ai que fome. Passa na padaria, não tem nada pra comer. Ai, farol fica verde. fica verde. Vaiiiiiii, seu puto (Desculpe, não era pra você. É pro puto no carro da frente que não anda)Vai, trânsito fluiu....Consolação, tinha que ser. Trânsito. Trânsito.
Vira. Vira de novo.Vira só mais uma v...Estaciona.
Chama o elevador.Espera.Esper....
Abre porta. Oi, tudo bem?Guarda as coisas.Como foi o dia?Entra na cozinha. Ahh tá. Esquenta comida. Liga a TV. Não me diga...Come.Come. Guarda comida.Bota roupa pra lavar. Boa noite. Escova os dentes.Entra no quarto. Fecha a porta do quarto. Deita na cama. Enfia a cabeça no travesseiro, depois de empurra as duas extremidades laterais para dor volume no meio e encaixa o pescoço em uma altura confortável, depois cobre os pés (sinto muito frio), decido se leio algo ou assisto televisão.
E penso, penso, penso, penso.
Decido.Eu preciso mesmo é de sexo.
Se existe uma lei de atração entre planetas, você realmente acredita que essa mesma lei, não pode ser a mesma que rege nossas relações?A conversa rende um pouco mais que isso, mas esse não é ponto hoje.
A verdade é que todas as noites, quando enfio a cabeça no travesseiro, depois de empurrar as duas extremidades laterais para dor volume no meio e encaixar o pescoço em uma altura confortável, depois de cobrir os pés (sinto muito frio), decidir se leio algo ou assisto televisão.
PAUSA
Ai
Ai
Ai
Cadê minhas meias? (sic, sic, sic, sic, indefinidamente.....)
Nesse exato momento penso que deveria ter uma religião. Acreditar em Deus, ter alguém para dividir a culpa, os medos, os fracassos, os arrependimentos, planos por futuro. Seria muito mais confortante. Jesus, José, Abraão, Moisés, Maomé, Alah, ai calma. Tenho que escolher um só.
(Essa coisa de profeta é meio esquisita, tem vários, mas fica meio subentendido que tenho que escolher um só. E aí as opções já diminuem, por que de vários, os fodões mesmo são Jesus, Maomé e Moisés, não necessariamente nesta ordem.)
Tá, Jesus. Escolhi. (Classe média latina subdesenvolvida, espero que entenda minha posição)
Com os santos não. Aí fica divertido. Posso escolher vários: São Sebastião, Santo Antônio, São Francisco.
Fico com o Padre Cícero, super vou com a cara dele. (Será que é profano eleger um santo que não é santo?Foi excomungado, acredita?)
Tá, queria ter uma religião. Queria pedir favores, ajuda, dividir os problemas. E, acima de tudo, viver com com um objetivo, com uma meta.
Ter o descanso eterno, ser justa (isso não é platonicamente romântico?), construir uma família, ajudar ao próximo. Deve ser muito gratificante sempre buscar algo elevado, superior...
Sempre acabo caindo no sono antes de concluir o raciocínio.
No dia seguinte....
Caralho, to atrasada.
Toma banho, arruma cama, tira roupa do varal, escova o dente, passa a blusa, escolhe a calça, aiaiaiaiai, preciso de uma nova, põe sapato, tira a maquiagem de ontem, passa de novo rímel, cadê o anel, bota brinco, troca brinco, pega o secador, tira o lixo pra fora, passa perfume ou não?Hoje não.Fecha porta. Esqueci o guarda-chuva. Abre porta. Abre outra porta . Fecha portas. Duas vezes. Chama elevador. Espera. Esp....Cadê o carro?Porra, não tirou ainda?Ahh é, bom dia.Sim, obrigada. Trânsito, trânsito, trânsito.Liga o rádio. Muda a estação.Muda de novo. Sai da frente moto dos infernos. Bota um cd.Freia.Trânsito.Trânsito. Semáforo.Passiflora.Floral. Adoro o Obelisco. Adoro o Centro Cultural São Paulo. Calma, o CCSP vem antes. Adoro o Monumento das Bandeiras, adoro a República do Líbano, vira, vira, Brigadeiro.Trânsito. Juscelino.
Senta. tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof.tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof.tictactitactictac. putputptputputput.cofcofcofcofcof.ALMOÇA.
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Carro.Trânsito.Trânsito.Carro.Liga o rádio. Muda estação. Ai que fome. Passa na padaria, não tem nada pra comer. Ai, farol fica verde. fica verde. Vaiiiiiii, seu puto (Desculpe, não era pra você. É pro puto no carro da frente que não anda)Vai, trânsito fluiu....Consolação, tinha que ser. Trânsito. Trânsito.
Vira. Vira de novo.Vira só mais uma v...Estaciona.
Chama o elevador.Espera.Esper....
Abre porta. Oi, tudo bem?Guarda as coisas.Como foi o dia?Entra na cozinha. Ahh tá. Esquenta comida. Liga a TV. Não me diga...Come.Come. Guarda comida.Bota roupa pra lavar. Boa noite. Escova os dentes.Entra no quarto. Fecha a porta do quarto. Deita na cama. Enfia a cabeça no travesseiro, depois de empurra as duas extremidades laterais para dor volume no meio e encaixa o pescoço em uma altura confortável, depois cobre os pés (sinto muito frio), decido se leio algo ou assisto televisão.
E penso, penso, penso, penso.
Decido.Eu preciso mesmo é de sexo.
6 de out. de 2008
Mentiras de uma tarde de verão
Hoje é um daqueles dias mornos, apesar de estar frio e chovendo lá fora.
Atrás das cortinas e enormes janelas de vidro, estou insensível à vida toda que pulsa gelidamente através dos carros fumaçantes, ruas esburacadas, guarda-chuvas e muito mal humor.
A sala, apesar de grande e sem paredes, está encoberta por uma leve bafo quente. O pé direito baixo, o barulho incessante dos teclados, algumas tossidinhas discretas, alguém falando algo que não me importa no telefone e todos os rostos impassíveis diante das telas multicoloridas, multifuncionais, multiplanas.
Não digo - Há vida lá fora.
O que esperar? O Gene Kelly de cuecas, maquiado a la David Bowie, dançando axé com um taco de beisebol na mão? Ou pelo menos um Brás Cubas qualquer pra morrer hoje. Uma avó pra fazer chá e bolinhos de chuva. Um filme da Xuxa na Sessão da Tarde e uma receita de rocambole na Palmirinha. Um amor pra chorar e um cachorro para olhar através das janelas embaçadas a chuva lá fora.
Mas olho pelas janelas sem me dar conta do dia triste e lindo que acontece ao meu redor. Sem me dar conta que os dias podem ser algo além de paredes brancas, frias e impessoais, além de um relógio cheio de alarmes tic-tac-ploft-plim.
Preciso parar de achar que o mundo gira ao redor do meu umbigo.
Uma questão de perspectiva.
Atrás das cortinas e enormes janelas de vidro, estou insensível à vida toda que pulsa gelidamente através dos carros fumaçantes, ruas esburacadas, guarda-chuvas e muito mal humor.
A sala, apesar de grande e sem paredes, está encoberta por uma leve bafo quente. O pé direito baixo, o barulho incessante dos teclados, algumas tossidinhas discretas, alguém falando algo que não me importa no telefone e todos os rostos impassíveis diante das telas multicoloridas, multifuncionais, multiplanas.
Não digo - Há vida lá fora.
O que esperar? O Gene Kelly de cuecas, maquiado a la David Bowie, dançando axé com um taco de beisebol na mão? Ou pelo menos um Brás Cubas qualquer pra morrer hoje. Uma avó pra fazer chá e bolinhos de chuva. Um filme da Xuxa na Sessão da Tarde e uma receita de rocambole na Palmirinha. Um amor pra chorar e um cachorro para olhar através das janelas embaçadas a chuva lá fora.
Mas olho pelas janelas sem me dar conta do dia triste e lindo que acontece ao meu redor. Sem me dar conta que os dias podem ser algo além de paredes brancas, frias e impessoais, além de um relógio cheio de alarmes tic-tac-ploft-plim.
Preciso parar de achar que o mundo gira ao redor do meu umbigo.
Uma questão de perspectiva.
26 de set. de 2008
Perdi minha aula de hinos védicos
Gostaria de ter começado o post anterior de outra maneira.
Gostaria de ter começado dizendo como ter te vomitado me fez bem, e como depois disso fiquei sem inspiração a semana toda. E como havia sido ótimo.
Por que botei você pra fora de mim e aí consegui ver que foi só um pequeno líquino, quase trasparente, que saiu.
Só que me vomitei. Coloquei pra fora tudo de ignóbil e baixo que havia em mim.Exagerei, dramatizei, me virei pelo avesso e me retorci. Tentando tirar tudo de indissolúvel que havia dentro de mim.
Fiquei com garganta doendo ao me cuspir pra fora. Não quis me justificar, não quis me culpar, não quis me fazer de vítima. Só que no final ficou uma criança frágil, imatura e egocêntrica.
e Ao me ver refletida na tela fria e pálida, me reconheci.E pude ver o quanto tudo isso me soava falso.
e bobo.
e patético.
Termino por aqui com plena consciência que isto deve significar um recomeço. Embora mudanças e coragem (...)
Continuo achando que estou cercada de limites arames-farpados e muito medo de enfrentar tanto à eles quanto à minha imagem refletida no nó da minha garganta.
Espero dormir e achar uma resposta, mesmo sabendo que ela não vai surgir enquanto eu estiver presa em mim mesma. E buscando, incessantemente, algo que nunca existiu.
Gostaria de ter começado dizendo como ter te vomitado me fez bem, e como depois disso fiquei sem inspiração a semana toda. E como havia sido ótimo.
Por que botei você pra fora de mim e aí consegui ver que foi só um pequeno líquino, quase trasparente, que saiu.
Só que me vomitei. Coloquei pra fora tudo de ignóbil e baixo que havia em mim.Exagerei, dramatizei, me virei pelo avesso e me retorci. Tentando tirar tudo de indissolúvel que havia dentro de mim.
Fiquei com garganta doendo ao me cuspir pra fora. Não quis me justificar, não quis me culpar, não quis me fazer de vítima. Só que no final ficou uma criança frágil, imatura e egocêntrica.
e Ao me ver refletida na tela fria e pálida, me reconheci.E pude ver o quanto tudo isso me soava falso.
e bobo.
e patético.
Termino por aqui com plena consciência que isto deve significar um recomeço. Embora mudanças e coragem (...)
Continuo achando que estou cercada de limites arames-farpados e muito medo de enfrentar tanto à eles quanto à minha imagem refletida no nó da minha garganta.
Espero dormir e achar uma resposta, mesmo sabendo que ela não vai surgir enquanto eu estiver presa em mim mesma. E buscando, incessantemente, algo que nunca existiu.
25 de set. de 2008
De uma aluna da 4ª série primária
Sou uma péssima profissional.
Sou um fracasso como mulher.
Minha vida toda é um conjunto de derrotas e não consigo fazer nada direito.
Só erro em tudo e não consigo fazer porra nenhuma direito.
Sou amarga, chata, desisteressante, medíocre.
Não tenho talento. Não tenho dignidade.
Não tenho nem amor próprio. Não sirvo nem pra mim mesma.
esse foi o texto mais lixo de toda minha vida.
Sou um fracasso como mulher.
Minha vida toda é um conjunto de derrotas e não consigo fazer nada direito.
Só erro em tudo e não consigo fazer porra nenhuma direito.
Sou amarga, chata, desisteressante, medíocre.
Não tenho talento. Não tenho dignidade.
Não tenho nem amor próprio. Não sirvo nem pra mim mesma.
esse foi o texto mais lixo de toda minha vida.
21 de set. de 2008
Nascimento Silva
Minha amiga te acha arrogante. Minha astróloga diz que você é gay. Minha terapeuta acredita que você teve grandes problemas na infância. Minha mãe acha que você não me merece.
E eu.
Continuo querendo saber o que você acha. O que você acredita. Como foi sua infância. Sonhando com seu pau. E com uma grande ferida aberta que insiste em não cicatrizar, a certeza que só seu suor, lágrimas e saliva poderão cura-lá.
Adendo: Veja bem, ela não sangra mais. O sangue coagulou. A pele está escura em volta.
Lâncome, algum perfume e consigo até seduzir dois ou três trausentes. Mal sabem eles o que carrego por trás do meu débil sorriso.
E eu.
Continuo querendo saber o que você acha. O que você acredita. Como foi sua infância. Sonhando com seu pau. E com uma grande ferida aberta que insiste em não cicatrizar, a certeza que só seu suor, lágrimas e saliva poderão cura-lá.
Adendo: Veja bem, ela não sangra mais. O sangue coagulou. A pele está escura em volta.
Lâncome, algum perfume e consigo até seduzir dois ou três trausentes. Mal sabem eles o que carrego por trás do meu débil sorriso.
Domingo à tarde
Passei na frente do seu prédio. Procurei por luzes acessas, pessoas na sacada, de repente uma festa, fumaça de uma churrasqueira.
Olhei dentro da portaria, te procurei saindo das escadas rumo ao elevador.Falando com o porteiro. Te procurei pela garagem, estacionando o carro, descendo com o lixo, pegando algo no porta-malas.
Fingi que amarrava o tênis para ter tempo de checar se você estava no bar da esquina com algum amigo, tomando uma cerveja e falando sobre investimentos na Bolsa e mulheres.
Entrei na loja de decoração que fica do outro lado da rua. E se você estivesse com ela, e ela quisesse ir na lojinha e você estivesse junto e se quando eu entrasse eu a reconhecesse, e você me olhasse com olhos cravejados verde-mel. E eu ficasse com vergonha e passasse algum conhecido e me cumprimentasse e perguntasse da minha vida e eu dissesse tudo que eu gostaria que você ouvisse e acreditasse. E você ficasse sem graça, e com saudades e vergonha ao mesmo tempo.
Ahhhh, melhor ainda, e se ela, que estava com você, fizesse algum comentário bem estúpido ou te chamasse de morzão e você ficasse com vergonha e reconhecesse que eu sempre tive razão, submissamente eu sempre soube. Porque minha intução me diz e meus sonhos te amarram pelos pés.
...
Acabei comprando um incesso de arruda e um quadro feito de umas caixinhas de fósforo com imagens de orixás.
...
Busquei suas coisas dentro de um caminhão que estava estacionado na frente do prédio. E se você estivesse se mudando?Para um apartamento chique e gigante, cheio de móveis escuros e sem nenhuma planta?Você levaria seu cheiro com você ou restaria algo impregnado nas paredes do antigo imóvel?
E se eu me mudasse para o apartamento em que você vivia?Lavaria as paredes com bombril e cândida, pintava tudo de rosa e laranja e vermelho. Enchia de samambaias, livros, CDs de chorinho e música francesa.
Colocaria minha cama do lado oposto onde você colocava a sua. Um armário na parede oposta. Uma grande mesa no centro da sala.
......
Talvez você se mudasse, e eu nunca mais te visse. Talvez você sumisse e aquela rua voltasse a ser só uma rua suja, esburacada e escura.
Talvez eu não tivesse tanta vertigem.
E eu tivesse a certeza que você não está lá. Nem em lugar nenhum. Porque ainda te procuro, e você está lá, só que eu não consigo te ver. Eu não consigo te alcançar no alto do seu 13ºandar.
Olhei dentro da portaria, te procurei saindo das escadas rumo ao elevador.Falando com o porteiro. Te procurei pela garagem, estacionando o carro, descendo com o lixo, pegando algo no porta-malas.
Fingi que amarrava o tênis para ter tempo de checar se você estava no bar da esquina com algum amigo, tomando uma cerveja e falando sobre investimentos na Bolsa e mulheres.
Entrei na loja de decoração que fica do outro lado da rua. E se você estivesse com ela, e ela quisesse ir na lojinha e você estivesse junto e se quando eu entrasse eu a reconhecesse, e você me olhasse com olhos cravejados verde-mel. E eu ficasse com vergonha e passasse algum conhecido e me cumprimentasse e perguntasse da minha vida e eu dissesse tudo que eu gostaria que você ouvisse e acreditasse. E você ficasse sem graça, e com saudades e vergonha ao mesmo tempo.
Ahhhh, melhor ainda, e se ela, que estava com você, fizesse algum comentário bem estúpido ou te chamasse de morzão e você ficasse com vergonha e reconhecesse que eu sempre tive razão, submissamente eu sempre soube. Porque minha intução me diz e meus sonhos te amarram pelos pés.
...
Acabei comprando um incesso de arruda e um quadro feito de umas caixinhas de fósforo com imagens de orixás.
...
Busquei suas coisas dentro de um caminhão que estava estacionado na frente do prédio. E se você estivesse se mudando?Para um apartamento chique e gigante, cheio de móveis escuros e sem nenhuma planta?Você levaria seu cheiro com você ou restaria algo impregnado nas paredes do antigo imóvel?
E se eu me mudasse para o apartamento em que você vivia?Lavaria as paredes com bombril e cândida, pintava tudo de rosa e laranja e vermelho. Enchia de samambaias, livros, CDs de chorinho e música francesa.
Colocaria minha cama do lado oposto onde você colocava a sua. Um armário na parede oposta. Uma grande mesa no centro da sala.
......
Talvez você se mudasse, e eu nunca mais te visse. Talvez você sumisse e aquela rua voltasse a ser só uma rua suja, esburacada e escura.
Talvez eu não tivesse tanta vertigem.
E eu tivesse a certeza que você não está lá. Nem em lugar nenhum. Porque ainda te procuro, e você está lá, só que eu não consigo te ver. Eu não consigo te alcançar no alto do seu 13ºandar.
Captação da benevolência
Às vezes me suupreendo com a minha ingenuidade, romantismo, lirismo. Justo eu que gosto tanto do meu ceticismo.
(Bela maneira de começar o texto, cheio de rimas pobres e vazias)
(Belo parênteses)
sic
Vamos de novo.
Na verdade, descobri qual é o meu problema. Mas não vou falar. Deixa eu amadurecer essa idéia estúpida.
A grande questão é que sou muito intolerante e rigorosa comigo mesma e julgo todos os meus atos, pensamentos, o jeito de mexer no cabelo. E fico buscando nos meus silêncios indícios da minha vaidade e egocentrismo.
É, ultimamente tenho pensado muito nisso. Medo de ser uma dessas pessoas obstinadas, cheia de teorias, que balança a cabeça concordando com o interlocutor e mal consegue se aguentar sentada esperando a mudança do turno conversacional.
Pavor. de ser muito articulada, à margem de um discurso retórico, na maioria das vezes sofista.
Tenho uma coisa meio teatral e afetada. Tenho uma percepção muito clara dos meus atos falhos e vontades inconscientes, todavia nenhum controle.
Estou cansada de tanta análise, tanta metafísica, tanto controle, tantas amarras emocionais e limites-arame-farpado.
Mas fico sempre, impondo, proibindo, julgando, mandando, demandando, justificando.
Preciso de mais vazio, mais silêncio, mais circo, mais sorvete de côco. Mais parques aos domingos, mais sambas, mais cerveja, mais sexo, mais comédias românticas.
Inventar histórias, deixar fluir a imaginação, me libertar de mim mesma.
Sou escrava da minha disciplina. Uma putinha que abre as pernas todos os dias para o Inconsciente. Deixo ele me chupar, possuir, dominar. Me come sem pudor, sem receio.
Dorme com a certeza que eu sou sua e não consegue ver, quando deita para o lado, meus olhos de lamparina, o vômito e sangue. O líquido amarelo-viscoso que escorre pelo lençol.
Limpo tudo antes de amanhecer e no silêncio da noite, fico me caçando, chicoteando e martirizando, em um ritual de auto-suplício. (Isso existe?talvez flagelação, mas ficaria tão óbvio. E você sabe, preciso fugir dos lugares-comuns)
Tomo um banho, muito rímel, batom rosa claro e uma blusa em tons-primavera. Música feliz e permaneço por uns 20 minutos sedada. Até a proxima crise.
Tento fugir.
Mas o arame farpado me arranha a pele. E eu, que tenho tanto medo de me machucar, deslizo até o chão e sucumbo. Como uma velha puta que ainda se vende por uns trocados, sem a menor violência.
Preciso atravessar essa cerca, rasgar toda a minha pele até os ossos, deixar passar só o esqueleto.
Recolher o resto de mim mesma que ficou pelo chão e colar toda a pele fragmentada com saliva. Frankenstein de mim mesma. Quero ser monstro.Cansei de ser médico.
(Bela maneira de começar o texto, cheio de rimas pobres e vazias)
(Belo parênteses)
sic
Vamos de novo.
Na verdade, descobri qual é o meu problema. Mas não vou falar. Deixa eu amadurecer essa idéia estúpida.
A grande questão é que sou muito intolerante e rigorosa comigo mesma e julgo todos os meus atos, pensamentos, o jeito de mexer no cabelo. E fico buscando nos meus silêncios indícios da minha vaidade e egocentrismo.
É, ultimamente tenho pensado muito nisso. Medo de ser uma dessas pessoas obstinadas, cheia de teorias, que balança a cabeça concordando com o interlocutor e mal consegue se aguentar sentada esperando a mudança do turno conversacional.
Pavor. de ser muito articulada, à margem de um discurso retórico, na maioria das vezes sofista.
Tenho uma coisa meio teatral e afetada. Tenho uma percepção muito clara dos meus atos falhos e vontades inconscientes, todavia nenhum controle.
Estou cansada de tanta análise, tanta metafísica, tanto controle, tantas amarras emocionais e limites-arame-farpado.
Mas fico sempre, impondo, proibindo, julgando, mandando, demandando, justificando.
Preciso de mais vazio, mais silêncio, mais circo, mais sorvete de côco. Mais parques aos domingos, mais sambas, mais cerveja, mais sexo, mais comédias românticas.
Inventar histórias, deixar fluir a imaginação, me libertar de mim mesma.
Sou escrava da minha disciplina. Uma putinha que abre as pernas todos os dias para o Inconsciente. Deixo ele me chupar, possuir, dominar. Me come sem pudor, sem receio.
Dorme com a certeza que eu sou sua e não consegue ver, quando deita para o lado, meus olhos de lamparina, o vômito e sangue. O líquido amarelo-viscoso que escorre pelo lençol.
Limpo tudo antes de amanhecer e no silêncio da noite, fico me caçando, chicoteando e martirizando, em um ritual de auto-suplício. (Isso existe?talvez flagelação, mas ficaria tão óbvio. E você sabe, preciso fugir dos lugares-comuns)
Tomo um banho, muito rímel, batom rosa claro e uma blusa em tons-primavera. Música feliz e permaneço por uns 20 minutos sedada. Até a proxima crise.
Tento fugir.
Mas o arame farpado me arranha a pele. E eu, que tenho tanto medo de me machucar, deslizo até o chão e sucumbo. Como uma velha puta que ainda se vende por uns trocados, sem a menor violência.
Preciso atravessar essa cerca, rasgar toda a minha pele até os ossos, deixar passar só o esqueleto.
Recolher o resto de mim mesma que ficou pelo chão e colar toda a pele fragmentada com saliva. Frankenstein de mim mesma. Quero ser monstro.Cansei de ser médico.
16 de set. de 2008
Não é pra qualquer um
Não vale, não é qualquer um que pode ter um blog.
A democracia da internet me assusta, não mereço ter espaço no mesmo universo cibernético que Saramago.
http://caderno.josesaramago.org/
A democracia da internet me assusta, não mereço ter espaço no mesmo universo cibernético que Saramago.
http://caderno.josesaramago.org/
The jungle V.I.P
Once upon a time eu estava com o carro estacionado na frente da sua casa e você estava parado no seu carro. Para você entrar na sua garagem eu deveria manobrar meu carro, mas ele estava absolutamente fora de controle. Eu bati em muros, postes e meu carro girava desgovernado. Consegui entrar na sua garagem, mas eu já estava de moto. E peguei na porra do volante com força, me concentrei e dirigi por alguns metros em linha reta.
Eu estava novamente na sua casa, na verdade estava na casa do seu vizinho, mas podia vê-lo com ela. Novamente. Podia ver seus amigos.
Você se trocava no quarto, e eu te via perfeitamente, e ela estava sentada na beira da sua cama, muito silenciosa e com o olhar distante. Ela tinha uns cabelos vermelhos, bem vermelhos, e ao mesmo tempo claros.
Seus amigos estavam lá e fumavam e, um deles, tinha lápis preto no olho. E seus dois irmãos, ruivos, bem ruivos estavam fantasiados de lutadores de sumô. Veja bem, você que não tem irmãos.
Entrei na sua casa, e você não falava comigo, claro.
Tampouco falava com ela.
Meus dentes começaram a doer, minha boca latejava, era como se meus dentes estivessem pressionando uns aos outros. Até que um deles, um lá de trás, no canto superior esquerdo, seria um incisivo, molar ou um canino?, arrebentou e se desintegrou em milhões de pequenos pedacinhos. Foi um processo abrupto e quase uma explosão dentro da minha boca, um dos pedacinhos vôo até a cara de um de seus convidados.
Depois disso só havia sangue.
Acordei de manhã com o nariz sangrando.
Apêndice: Tudo isso em algum momento tem que representar um (re) aproximação. Ou uma ruptura. Ou algum tipo de afinidade intergalática. Não é justo comigo, não faz sentido, você continuar tão presente no meu imaginário e estar alheio a tudo isso.
Eu estava novamente na sua casa, na verdade estava na casa do seu vizinho, mas podia vê-lo com ela. Novamente. Podia ver seus amigos.
Você se trocava no quarto, e eu te via perfeitamente, e ela estava sentada na beira da sua cama, muito silenciosa e com o olhar distante. Ela tinha uns cabelos vermelhos, bem vermelhos, e ao mesmo tempo claros.
Seus amigos estavam lá e fumavam e, um deles, tinha lápis preto no olho. E seus dois irmãos, ruivos, bem ruivos estavam fantasiados de lutadores de sumô. Veja bem, você que não tem irmãos.
Entrei na sua casa, e você não falava comigo, claro.
Tampouco falava com ela.
Meus dentes começaram a doer, minha boca latejava, era como se meus dentes estivessem pressionando uns aos outros. Até que um deles, um lá de trás, no canto superior esquerdo, seria um incisivo, molar ou um canino?, arrebentou e se desintegrou em milhões de pequenos pedacinhos. Foi um processo abrupto e quase uma explosão dentro da minha boca, um dos pedacinhos vôo até a cara de um de seus convidados.
Depois disso só havia sangue.
Acordei de manhã com o nariz sangrando.
Apêndice: Tudo isso em algum momento tem que representar um (re) aproximação. Ou uma ruptura. Ou algum tipo de afinidade intergalática. Não é justo comigo, não faz sentido, você continuar tão presente no meu imaginário e estar alheio a tudo isso.
12 de set. de 2008
Melhores comerciais - Versão Brasil
1) Criação F/Nazca. Leão de prata em Cannes 2008.
http://www.youtube.com/watch?v=Mtkc9J2Q1Oo&feature=related
2) Criado pela DM9, "Money" infelizmente não ganhou em Cannes. (Merecia)
http://www.youtube.com/watch?v=j-l8GvMCir4
http://www.youtube.com/watch?v=Mtkc9J2Q1Oo&feature=related
2) Criado pela DM9, "Money" infelizmente não ganhou em Cannes. (Merecia)
http://www.youtube.com/watch?v=j-l8GvMCir4
Mega Medzo
De repente me pego pensando em você.
De repente sinto uma saudade que não cabe no peito.
Saudade de um amigo distante, mas sempre tão presente na minha vida.
Saudade de alguém que me faz acreditar na beleza das coisas e ter equilíbrio para seguir em frente.
Saudade de rir das suas piadas sem graça. Saudades de um jeep que ficou atolado em algum lugar que eu ainda não conheci
O tempo corre contra nós, o tempo nos desafia.
O tempo apaga cicatrizes, varre pessoas e mágoas.O tempo às vezes cobre de poeira até os sonhos.
O tempo.
Vamos usá-lo a nosso favor.Vamos manipulá-lo.
Vamos nos encontrar mais vezes, segurar os ponteiros com as mãos, para que o tempo corra bem devagar quando estivermos juntos.
E que a distância, a ausência e os silêncios sejam apagados quando estivermos juntos.
Sorria.
Não perca sua fé.
Mantenha o equilíbrio.
Confiança e fidelidade.
De repente sinto uma saudade que não cabe no peito.
Saudade de um amigo distante, mas sempre tão presente na minha vida.
Saudade de alguém que me faz acreditar na beleza das coisas e ter equilíbrio para seguir em frente.
Saudade de rir das suas piadas sem graça. Saudades de um jeep que ficou atolado em algum lugar que eu ainda não conheci
O tempo corre contra nós, o tempo nos desafia.
O tempo apaga cicatrizes, varre pessoas e mágoas.O tempo às vezes cobre de poeira até os sonhos.
O tempo.
Vamos usá-lo a nosso favor.Vamos manipulá-lo.
Vamos nos encontrar mais vezes, segurar os ponteiros com as mãos, para que o tempo corra bem devagar quando estivermos juntos.
E que a distância, a ausência e os silêncios sejam apagados quando estivermos juntos.
Sorria.
Não perca sua fé.
Mantenha o equilíbrio.
Confiança e fidelidade.
A vida no galinheiro
Diz Mésmer:
Esta manhã acordei pensando como é a vida no galinheiro. Quem acorda mais cedo, o Galo ou a Galinha?
Acho que é o Galo que acorda, faz o café e canta para a galinha saber que o café esta na mesa. É muito cedo, a Galinha volta a dormir?
Acho que sim. Ela toma café, dá mais uma cochilada, descansa, vai chocar ovos, dar de mamar para os pintinhos e começa fazer o almoço para o Galo, saindo para ciscar e pegar algumas minhocas e grãos de farelo para a sobremesa. Como é a tarde?
Acho que a tarde, após o almoço, a Galinha limpa tudo, coloca os pintinho novos pra dormir um pouco e dá mais uma chocadinha. O Galo, por sua vez, continua na vigia do galinheiro após colocar o lixo pra fora, pois, a companhia de lixo Galinheiro´s Clean passa às 4 da tarde. Ele, o Galo, desfruta do põr do sol com muita alegria, pois sabe ele que já já vai deitar com sua neguinha, a Galinha, ficar bem quentinho embaixo da mantinha dando vários bicadinhas.
E o jantar? Ahh, não esqueci não, é que acho que não tem janta no galinheiro...
Diz Aline:
Galinhas são burras e porcas.
Galinhas acordam e nem lavam o rosto, já vão ciscar sem nem ao menos escovar os dentes.
não dá pra saber quem acorda primeiro, se é o galo ou a galinha porque eles dormem separados. só se encontram de vez em quando para um sexo casual. Porque galos são machões pra caralho.
São briguentos, viris e não gostam muito de trocar idéia não. São um tipo assim, misto de caminhoneiro com coronel do nordeste.
Suados, sujos, feios. nunca se lavam ou penteiam o cabelo.
Os pintinhos são um caso a parte. Não ligam pra mãe, irmãos e nem sabem que é o pai. Se tivessem sensibilidade musical iriam ouvir Metallica, só que eles também são estúpidos como toda sua raça.
Comida?nem pra isso eles ligam, acordam todos os dias por inércia. Comem qualquer milho sujo que encontrarem no caminho, também não bebem água não.
Além de tudo são anti-sociais, não se dão com a comunidade do galinheiro, nem com patos, nem com pavões, gaviões, gatos. Nem com suas primas galinhas da angola ( se bem que estas últimas são muito fofoqueiras, dá pra entender...).
Galinhas são o tipo mais estúpido no mundo animal, um erro da natureza, uma aberração estética.
Deus inventou as galinhas para lembrar os homens de sua miséria, feiura e insignificância. Mas esses monstrinhos são tão horrendos que até o criador se assustou e se arrependeu.
Para se redimir, o Todo Poderoso inventou o frango refogado.com quiabo e cebola.uhmmmm....
Esta manhã acordei pensando como é a vida no galinheiro. Quem acorda mais cedo, o Galo ou a Galinha?
Acho que é o Galo que acorda, faz o café e canta para a galinha saber que o café esta na mesa. É muito cedo, a Galinha volta a dormir?
Acho que sim. Ela toma café, dá mais uma cochilada, descansa, vai chocar ovos, dar de mamar para os pintinhos e começa fazer o almoço para o Galo, saindo para ciscar e pegar algumas minhocas e grãos de farelo para a sobremesa. Como é a tarde?
Acho que a tarde, após o almoço, a Galinha limpa tudo, coloca os pintinho novos pra dormir um pouco e dá mais uma chocadinha. O Galo, por sua vez, continua na vigia do galinheiro após colocar o lixo pra fora, pois, a companhia de lixo Galinheiro´s Clean passa às 4 da tarde. Ele, o Galo, desfruta do põr do sol com muita alegria, pois sabe ele que já já vai deitar com sua neguinha, a Galinha, ficar bem quentinho embaixo da mantinha dando vários bicadinhas.
E o jantar? Ahh, não esqueci não, é que acho que não tem janta no galinheiro...
Diz Aline:
Galinhas são burras e porcas.
Galinhas acordam e nem lavam o rosto, já vão ciscar sem nem ao menos escovar os dentes.
não dá pra saber quem acorda primeiro, se é o galo ou a galinha porque eles dormem separados. só se encontram de vez em quando para um sexo casual. Porque galos são machões pra caralho.
São briguentos, viris e não gostam muito de trocar idéia não. São um tipo assim, misto de caminhoneiro com coronel do nordeste.
Suados, sujos, feios. nunca se lavam ou penteiam o cabelo.
Os pintinhos são um caso a parte. Não ligam pra mãe, irmãos e nem sabem que é o pai. Se tivessem sensibilidade musical iriam ouvir Metallica, só que eles também são estúpidos como toda sua raça.
Comida?nem pra isso eles ligam, acordam todos os dias por inércia. Comem qualquer milho sujo que encontrarem no caminho, também não bebem água não.
Além de tudo são anti-sociais, não se dão com a comunidade do galinheiro, nem com patos, nem com pavões, gaviões, gatos. Nem com suas primas galinhas da angola ( se bem que estas últimas são muito fofoqueiras, dá pra entender...).
Galinhas são o tipo mais estúpido no mundo animal, um erro da natureza, uma aberração estética.
Deus inventou as galinhas para lembrar os homens de sua miséria, feiura e insignificância. Mas esses monstrinhos são tão horrendos que até o criador se assustou e se arrependeu.
Para se redimir, o Todo Poderoso inventou o frango refogado.com quiabo e cebola.uhmmmm....
Lalá
Eu tenho uma amiga
Mas ela é linda, suave e doce
Suas aparições e comentários...
Seus desejos são perfumados
Amigas não são fáceis, amigas estão sempre à beira de um abismo...
Se caírem se tornam irmãs, se andarem muito flutuam....e viram anjos
Anjos sem asas
Ela insiste em andar no meio fio.
Ela insiste em estar sempre presente.
Ela insiste em me ensinar o tempo todo.
Não faço objeções.
Pois tenho um pouco dela dentro de mim.
Tenho tudo.
Suas lágrimas, seus suspiros, suas risadas, suas hesitações.
Minhas lágrimas, meus suspiros, minhas risadas, minhas hesitações.
Ponto final
Mas ela é linda, suave e doce
Suas aparições e comentários...
Seus desejos são perfumados
Amigas não são fáceis, amigas estão sempre à beira de um abismo...
Se caírem se tornam irmãs, se andarem muito flutuam....e viram anjos
Anjos sem asas
Ela insiste em andar no meio fio.
Ela insiste em estar sempre presente.
Ela insiste em me ensinar o tempo todo.
Não faço objeções.
Pois tenho um pouco dela dentro de mim.
Tenho tudo.
Suas lágrimas, seus suspiros, suas risadas, suas hesitações.
Minhas lágrimas, meus suspiros, minhas risadas, minhas hesitações.
Ponto final
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